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Supremo começa a analisar como será eleição para mandato-tampão de governador do RJ

STF começa a discutir modelo da eleição para mandato-tampão no Rio de Janeiro O Supremo começou a analisar como será a eleição para o governo do Rio de Janeiro. O plenário analisa as duas ações apresentadas pelo PSD - partido do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes - sobre a eleição do novo governador do estado. Hoje, o Rio é governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. A crise política se intensificou com a renúncia do governador Cláudio Castro, do PL, em março - um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral torná-lo inelegível por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022. O vice, Thiago Pampolha, já havia renunciado para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Rio. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifestou a favor da eleição direta. Ele afirmou que a renúncia de Castro no meio do julgamento do TSE foi uma manobra para fugir das consequências de um julgamento em uma corte eleitoral. 1 de 1 Supremo começa a analisar como será eleição para mandato-tampão de governador do RJ — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução "Para evitar que a violência seja fator determinante nas eleições, o art. 14 da Carta Magna garante o voto direto e secreto para proteger o direito fundamental dos eleitores à livre escolha de seus representantes, devendo ser aplicadas aos parlamentares votantes as mesmas garantias do eleitor em geral para mitigar pressões indevidas e preservar a liberdade do voto”. Relator da segunda ação do PSD, o ministro Cristiano Zanin votou em seguida e abriu pergência a favor do voto aberto em uma eventual eleição indireta. Em seguida, analisou a ação do PSD que pede eleição direta para a escolha do governador. Zanin disse que a dupla vacância - ausência do governador e do vice - foi em decorrência da Justiça Eleitoral, e que o TSE determinou a cassação de mandato mesmo com a renúncia de Cláudio Castro durante o julgamento. Zanin defendeu que, neste caso, é aplicável o que prevê o Código Eleitoral: eleição direta: No seu voto, Zanin deixou em aberto o debate para definir se a eleição para o mandato-tampão seria agora ou se haverá votação somente em outubro para governador. Em seguida, Luiz Fux votou e pergiu de Zanin, mantendo o entendimento pela eleição indireta. O julgamento foi suspenso com o empate: um voto a favor da eleição direta e um pela eleição indireta. A sessão será retomada na quinta-feira (9) com os votos dos outros oito ministros que formam o plenário do STF. LEIA TAMBÉM STF tem placar de 1 a 1 para decidir se escolha de governador do Rio será direta ou indireta; julgamento continua na quinta (9)Crise política no Rio: entenda por que o estado terá eleição para mandato-tampão e o impasse no STF
08/04/2026 (00:00)
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