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BRB tem 90 dias para indicar lista dos ex-gestores que serão processados para ressarcir o banco; entenda os detalhes da cobrança

1 de 1 BRB, em imagem de arquivo — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Os acionistas do Banco de Brasília aprovaram nesta segunda-feira (24), durante assembleia extraordinária geral, a possibilidade de acionar ex-gestores na Justiça – e cobrar deles os prejuízos causados ao banco no âmbito do caso Master. A lista ainda será definida e depende da conclusão das investigações. Por lei, o BRB tem agora 90 dias para fechar a lista e entrar com as ações na Justiça.Caso isso não aconteça, qualquer acionista com mais de 5% de participação – incluindo o governo do DF – pode protocolar as ações. Acionista majoritário do banco, o governo do DF votou a favor da responsabilização dos ex-administradores. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A decisão atinge ex-administradores identificados como responsáveis pelo prejuízo financeiro, seja por ação ou omissão. Cabe ao próprio BRB, junto aos setores de auditoria interna, apurar e pulgar os nomes envolvidos. Além da identificação nominal dos ex-administradores, a decisão prevê "descrição inpidualizada das condutas e a quantificação mínima dos danos". O prazo para pulgação é de 90 dias. Autoridades políticas não devem ser afetadas pela medida. Embora seja acionista majoritário do banco, o governo do DF não atua diretamente na administração do BRB. 🔎 O BRB, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025. "A autorização atende Artigo nº 159 da Lei nº 6.404/1976 e não representa definição prévia de responsabilização de pessoas específicas. A deliberação durante a AGE é um rito procedimental essencial para que sejam continuadas as apurações de responsabilidade por parte da Polícia Federal e demais órgãos investigativos", afirmou o banco em nota. Após reunião no STF, acordo entre GDF e órgãos federais fica mantido para tentar salvar BRB O BRB, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões, segundo dados do próprio banco. O BRB estimou que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. O governo do DF disse que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões. Uma lei que autoriza o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões foi sancionada no dia 24 de junho. Ex-presidente do banco foi preso Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações. Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança. O que diz o BRB "O BRB informa que foi aprovada autorização para ajuizamento de medidas de responsabilização civil contra ex-administradores que venham a ser identificados como responsáveis por prejuízos causados ao Banco em operações relacionadas ao ecossistema Master/REAG. A deliberação dos acionistas ocorreu por maioria de votos durante Assembleia Geral Extraordinária realizada na manhã de hoje (24/8). A autorização atende Artigo nº 159 da Lei nº 6.404/1976 e não representa definição prévia de responsabilização de pessoas específicas. A deliberação durante a AGE é um rito procedimental essencial para que sejam continuadas as apurações de responsabilidade por parte da Polícia Federal e demais órgãos investigativos. O Banco reitera que todas as deliberações relacionadas aos investimentos de seu portfólio observam critérios técnicos, regulatórios e de proteção ao interesse de seus acionistas e stakeholders, sempre em conformidade com as normas aplicáveis ao mercado de capitais." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
24/08/2026 (00:00)
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