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Bolsonaro disse à polícia do DF que não podia ficar desarmado na domiciliar: "três mulheres em casa"

1 de 1 Polícia Civil do DF chega à residência de Bolsonaro para ouvi-lo sobre arma apreendida em blitz — Foto: Fabiano Andrade/TV Globo A Polícia Civil do Distrito Federal ouviu o ex-presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta terça-feira (23), no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em nome dele durante uma blitz na semana passada (veja detalhes abaixo). No depoimento, Bolsonaro admitiu que a arma de fogo apreendida é sua e que estava em sua residência durante o cumprimento de sua prisão. Ao delegado, Bolsonaro disse que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado”. Segundo especialistas, Bolsonaro pode responder por infração administrativa ou violação do Estatuto do Desarmamento (veja detalhes no fim da reportagem). O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, acompanhou todo o depoimento. Ele disse avaliar que o episódio não deve impactar a decisão de Moraes sobre a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro, já que as medidas cautelares não previam a entrega das armas do ex-presidente. Nesta quarta-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise se a apreensão da arma de fogo de Jair Bolsonaro pode impactar na prisão domiciliar do ex-presidente. "Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que 'possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem'", afirma Moraes, citando um trecho da Lei de Execuções Penais. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp Depoimento Bolsonaro presta depoimento de 5 minutos sobre arma A arma foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro. O caso é investigado pela Polícia Civil do DF e acompanhado pelo STF. Segundo a defesa do ex-presidente, Bolsonaro falou por cerca de 5 minutos e repetiu a versão que já tinha sido apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), de que tinha pedido ajuda a um militar da segurança presidencial por identificar que a pistola Glock 9mm não estava funcionando. O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por volta das 14h30 e saiu de lá 40 minutos depois, às 15h10. No depoimento, Bolsonaro também disse que não pediu que o militar tirasse a arma do condomínio e levasse para o conserto – e sim, que averiguasse o funcionamento da pistola. Investigadores ouvidos pela TV Globo apontam que, a depender dos elementos reunidos no inquérito, as condutas de Bolsonaro e do militar podem ser enquadradas em duas situações: infração administrativa: o ex-presidente e o militar possuem porte de arma, que estava devidamente registrada, mas estava sem a documentação exigida no transporteviolação do Estatuto do Desarmamento: A lei prevê que é crime "possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito, sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar". A pena é de 3 a seis anos de prisão, além de multa. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.
24/06/2026 (00:00)
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