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Eleição indireta para governador do RJ é suspensa

Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio de Janeiro O ministro do STF Cristiano Zanin suspendeu a eleição indireta para a escolha do novo governador do Rio de Janeiro e manteve o presidente do Tribunal de Justiça no cargo até que o plenário da Corte decida se a eleição será direta ou indireta. A decisão foi tomada de forma inpidual e provisória na noite de sexta-feira, atendendo a um pedido do PSD. A sigla questiona o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral de que as eleições para o governo do estado devem ocorrer de forma indireta, com votos apenas dos deputados estaduais. O caso teve início após a renúncia do então governador Cláudio Castro. O PSD afirma que o ex-governador, ao deixar o cargo, fez uma manobra para manter seu grupo político no poder. Cláudio Castro não quis se manifestar. 1 de 1 Eleição para governador do RJ é suspensa — Foto: Globo Na decisão, Zanin suspendeu a realização de eleições indiretas para os cargos de governador e vice-governador do estado do Rio de Janeiro e determinou que, até o fim do julgamento da ação, seja mantido no cargo o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro. Na quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal começou a julgar outra ação sobre as eleições no Rio, que tratava das regras para a eleição indireta. O julgamento ocorria no plenário virtual e terminaria na próxima segunda-feira (30). Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes abriu pergência, não em relação às regras da eleição indireta, mas à própria realização desse tipo de eleição. Para ele, as eleições devem ser diretas, com voto popular. Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes e pelo próprio Cristiano Zanin. Os outros seis ministros não trataram desse ponto em seus votos. Na decisão inpidual, Zanin afirmou que a discussão sobre a eleição ser direta ou indireta surgiu após a pergência apresentada por Moraes e precisa ser analisada de forma presencial pelos ministros. Ele suspendeu o julgamento virtual e determinou que as duas ações sejam analisadas em conjunto pelo plenário físico da Corte, o que depende do presidente do STF, Edson Fachin. A data do julgamento ainda não foi definida, mas a expectativa é que ocorra após o feriado de Páscoa. LEIA TAMBÉM Moraes limita atuação do Coaf para fornecer relatórios de inteligência financeira
28/03/2026 (00:00)
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