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Deputada do PSOL aciona PGR para retorno de Bolsonaro à Papudinha após fala de Eduardo nos EUA

1 de 2 Eduardo Bolsonaro em evento conservador nos EUA em março de 2026. — Foto: Reprodução/Redes Sociais A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta segunda-feira (30) que adote providências para que o ex-presidente Jair Bolsonaro retorne à prisão em regime fechado. A parlamentar apresentou uma "notícia de fato" à PGR após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmar, durante um evento conservador no Texas (Estados Unidos), que estava gravando e "mostrando" para o seu pai. Atualmente, Jair Bolsonaro está, temporariamente, cumprindo prisão em regime domiciliar em razão das suas condições de saúde. Antes disso, ele estava preso na Papudinha, em Brasília. Ao autorizar a prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente está sujeito a uma série de medidas cautelares. Uma delas é a proibição do uso do celular e de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Além de mencionar a conduta de Eduardo nos EUA, a congressista afirma, no documento, que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro "tem publicado vídeos em seu canal no YouTube" para "expor a rotina" do ex-presidente. "A conduta de gravar e veicular vídeos com a rotina e o posicionamento do apenado, por meio de interpostas pessoas (esposa e filho), configura claro desvirtuamento do cumprimento da pena. Trata-se de uma tentativa de manter a presença pública ativa, contornando o isolamento que caracteriza o regime prisional imposto", acrescenta a deputada do PSOL. Moraes cobra explicações Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em um vídeo pulgado nas redes sociais, Eduardo aparece segurando o aparelho celular, e afirma que está gravando para mostrar ao ex-presidente. "Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai. E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento", diz o ex-parlamentar. A fala de Eduardo gerou repercussão antes mesmo da decisão de Moraes. O ex-deputado rebateu as críticas em uma publicação, e afirmou que é o caso de uma "grande controvérsia". "Gravei minha entrada no CPAC e disse que meu pai veria as imagens. Eis o 'crime', pois argumentam que meu pai não pode ter acesso a redes sociais – e olha que nem disse quando ele as veria. Não se surpreenda", escreveu. Na determinação de explicações, Moraes destaca que Jair Bolsonaro teve regime domiciliar concedido mediante as seguintes regras: proibição de uso de celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, diretamente ou por intermédio de terceiros;proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros; eproibição de gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros.
30/03/2026 (00:00)
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