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Casos Master e Refit leva governador interino do RJ a fazer mudanças na equipe

1 de 1 O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, é o governador em exercício no RJ — Foto: Bruno Dantas/;TJTJ Em menos de 24 horas, o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, promoveu uma ampla reformulação em três órgãos estratégicos da administração pública fluminense que fizeram aplicações financeiras ou tomaram decisões controversas nos dois maiores escândalos do país: o caso do Banco Master, a maior fraude bancária da história, e a Refit, a maior devedora de impostos do país. As mudanças foram na fundação RioPrevidência, Cedae e Procuradoria Geral do Estado. O terremoto que sacudiu o mundo político na segunda-feira só foi possível graças ao pedido de vista dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, com apoio dos colegas Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes na votação da ação que definirá o formato das eleições no estado, se direta ou indireta. Foi fundamental o apoio incondicional do presidente do STF, Edson Fachin, que garantiu a Ricardo que ele poderia governar com "plenos poderes". A partir daí, ele começou a usar a caneta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 As exonerações começaram nos órgãos que estão no olho do furacão do escândalo do Master. Couto exonerou o presidente interino da RioPrevidência, Nicholas Cardoso. A entidade fez a maior aplicação do Brasil com dinheiro público no banco de Vorcaro, cerca de 1,2 bilhão. O ex-presidente Davis Antunes está preso preso em Bangu e foi substituído por Nicholas, justamente seu diretor de investimentos. Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu o afastamento de Cardoso. Também será afastado o procurador geral do Estado, Renan Saad. Quando a refinaria fantasma de Manguinhos foi interditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o estado do Rio se pronunciou na ação, mostrando preocupação com a possiblidade de a Refit parar de pagar parcelas do refinanciamento de sua bilionária dívida com o estado. A manifestação do procurador Renan Saad foi vista pelo mercado como uma estratégia para beneficiar a Refit, já que ela é uma devedora contumaz e não uma boa pagadora de impostos.
14/04/2026 (00:00)
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