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CPI das Universidades

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga supostas irregularidades cometidas por instituições de ensino superior realizou a sua primeira oitiva do ano na manhã desta quarta-feira, 15, no Auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa. A rodada de depoimentos foi comandada pelo presidente da CPI, deputado Coronel Adailton (PP), e contou com a presença do relator, Talles Barreto (PSDB), e de Tião Caroço (PSDB), que é membro titular. O primeiro a depôr foi o sócio-administrador da Dalmass – Serviços Educacionais, Darwin de Sousa Pacheco Júnior, que estava acompanhado da advogada da empresa, Adriana Garcia Rosa. O segundo e último depoimento do dia foi do sócio-administrador da Faculdade Cambury, Gabriel Almeida Vecci. A irregularidade denunciada à CPI é de que a Dalmass estaria realizando gestão pedagógica de cursos de pós-graduação, já que a mesma não tem autorização do Ministério da Educação (MEC) para desempenhar este papel. Questionado, Darwin de Sousa disse que a empresa é responsável apenas pela gestão logística, que inclui, por exemplo, ações de marketing, estratégias de posicionamento de mercado e organização de eventos relacionados aos cursos. Segundo ele, “toda parte de gestão pedagógica é feita pela Cambury”, faculdade parceira da Dalmass. No depoimento seguinte, indagado sobre os serviços educacionais que as duas instituições citadas estariam desenvolvendo em parceria, Gabriel Almeida Vecci disse que a Cambury realiza toda a gestão pedagógica, já que possui regulamentação do MEC. De acordo com ele, a Dalmass faz a parte de captação comercial e logística. “Mantemos somente nisso a nossa parceria”, afirmou. No fim das sabatinas, o presidente Coronel Adailton disse que os depoimentos foram esclarecedores, mas que a Comissão aguarda o encaminhamento de algumas informações processuais (como cópia de contratos) para comprovar as afirmações. “Porque, a partir disso, nós chegaremos à verdade dos fatos, que é o objetivo principal dessa Comissão”, ressaltou o parlamentar. O deputado disse, ainda, que os membros dessa CPI “buscam trabalhar com transparência, honestidade e propósito”, este último, segundo ele, que é o de “garantir o bom desempenho da Educação no Estado de Goiás e assegurar aos goianos um ensino de qualidade”. A presidente da Comissão de Educação Superior do Conselho Estadual de Educação (CEE), Gláucia Maria Teodoro, disse que mesmo o Conselho não tendo competência fiscalizatória de todas as instituições (já que as privadas são fiscalizadas pelo MEC), é de interesse dele acompanhar todo o trabalho de investigação que a Alego vem fazendo, por meio desta CPI. “Nós temos uma preocupação pelo ensino superior, aqui, no Estado de Goiás.” Próximas oitivas A próxima rodada de depoimentos será realizada no dia 22 de maio, às 9 horas, também no Auditório Solon Amaral. O primeiro a depor será o diretor da Escola Superior de Advocacia (ESA) OAB-GO, Rafael Lara Martins. Posteriormente, às 10h30, é a vez de Lindomar Rezende, do SindGoiânia, prestar esclarecimentos para a CPI. A última etapa de oitivas será realizada no dia 29 de maio, no mesmo local. Às 9 horas, quem depõe é o diretor do Instituto Superior Cultural Brasileiro (ISCB), Gilmar Matias de Sousa. Logo após, às 10h30, será a vez do diretor da Faculdade do Norte Goiano (FNG), Alex Fernandes Silva Almeida, falar aos membros da Comissão. Conforme o presidente da CPI, a perspectiva é de que o relatório final dos trabalhos seja entregue no mês de junho, já que, segundo ele, apenas alguns pontos ressaltados no relatório preliminar (entregue pelo antigo relator, ex-deputado Simeyzon Silveira), precisam ser mais bem esclarecidos. A CPI das Universidades tem como membros titulares os deputados Coronel Adailton, presidente, Charles Bento (PRTB), vice-presidente, Tião Caroço (PSDB), Lucas Calil (PSD) e Henrique César (PSC). Já a suplência é ocupada por Lêda Borges (PSDB), Vinícius Cirqueira (Pros), Delegada Adriana Accorsi (PT) e Amilton Filho (SD). O relator dos trabalhos é o deputado Talles Barreto (PSDB).
15/05/2019 (00:00)
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