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PGR envia à primeira instância pedido de investigação sobre possíveis crimes de Sara Winter

1 de 1 A ativista Sara Winter em foto de 2016 — Foto: Lucas Nanini / G1 A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou à primeira instância um pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para apuração de possível prática de crimes pela ativista Sara Winter. O caso será analisado pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Sara Winter está entre os 29 alvos da operação da Polícia Federal realizada na última quarta-feira (27), determinada por Moraes dentro do inquérito que apura a produção de fake news e ameaças a ministros do STF. Depois da ação da PF, a ativista gravou um vídeo no qual afirma que vai infernizar a vida do ministro do STF. À PGR, Moraes disse que tomou conhecimento de que Winter passou a atacar nas redes sociais ministros por meio de persas ameaças e ofensas à honra, além de conduta que, em tese, pode configurar crimes previstos na Lei de Segurança Nacional, como incitar a subversão da ordem política ou social. Segundo o ministro, mesmo uma liberdade preferencial, como a de expressão, pode ser limitada em uma atividade de ponderação, não se tratando de censura, mas de apurar “eventual abuso no exercício do direito fundamental à liberdade de expressão”. Moraes afirmou que o Judiciário não pode se calar diante de ofensa graves. “A despeito de se garantir a plena liberdade de expressão, em certos casos, como ocorreu com as manifestações de Sara Fernanda Giromini [Sara Winter], por meio das redes sociais, o Poder Judiciário não pode silenciar diante de inúmeras ofensas gravíssimas, inclusive contra a integridade física de ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente quando tais ofensas têm origem em pessoa (principal porta-voz do grupo ‘300 do Brasil’) que já admitiu a existência de armamento entre os membros do grupo radical e que vem despertando preocupação por supostas atividades paramilitares”, observou Moraes. O ministro ressaltou que o perigo gerado pelas declarações da ativista “também reflete no campo da independência dos Poderes, uma vez que tem por objetivo questionar decisões judiciais por meio de atitudes antidemocráticas, que devem ser combatidas a todo custo”. No vídeo publicado após a operação da PF, Winter afirma: “Se eu pudesse, eu já estava na porta da casa dele convidando ele para trocar soco comigo. Juro por Deus, essa é minha vontade, eu queria trocar soco com esse f… da p…, com esse arrombado. Infelizmente eu não posso, ele mora lá em São Paulo, né? Pois você me aguarde, Alexandre de Moraes, o senhor nunca mais vai ter paz”, afirmou. “A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta, quem são as empregadas domésticas que trabalham para o senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida. Até o senhor pedir para sair. Hoje o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor”, completou.
30/05/2020 (00:00)
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