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03 de Agosto de 2020 - 

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Em depoimento à Polícia Federal, blogueiro bolsonarista nega articular atos antidemocráticos

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio negou, nesta quinta-feira (2), em depoimento à Polícia Federal, que tenha articulado ou participado de atos antidemocráticos, que defendam intervenção militar ou o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Eles está preso desde o último dia 26 por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A prisão foi um desdobramento das investigações que apuram a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. Segundo a Procuradoria Geral da República, Eustáquio “se inclui tanto no núcleo produtor de conteúdo, como se relaciona com os operadores de pautas ofensivas ao Estado Democrático de Direito”. A prisão foi requerida pela Procuradoria sob argumento de que ele poderia atrapalhar as investigações. Eustáquio admitiu ter relações pessoais com outros investigados no inquérito, como a extremista Sara Giromini, Fernando Lisboa, Allan dos Santos e o empresário Otavio Oscar Fakhoury. Mas negou que trate de questões profissionais como eles. Segundo afirmou, seu canal na internet – ativo há dois meses – não recebeu recursos públicos nem a chamada monetização – pagamento pelo acessos feitos por meio de redes sociais. O blogueiro classificou de “equívoco” a decretação da prisão por risco de fuga do país. Eustáquio afirmou que atua como jornalista profissional e que fez cobertura jornalística das manifestações. Ele buscou se descolar dos movimentos, segundo relatório da PF: “que não participou de manifestações antidemocráticas, que tenham incentivado atos contra as instituições";"que participou de manifestações pelo Brasil, pelas instituições, pela manutenção da tripartição dos poderes e pela intervenção popular";"que a intervenção popular seria a utilização do direito ao voto de forma consciente e colocar no Parlamento pessoas que tenham o desejo de mudar a história da nação brasileira”. Eustáquio afirmou que já presenciou pessoas emitindo palavras de ordem antidemocráticas, mas que essas pessoas não foram relacionadas a nenhum movimento conhecido e foram identificadas pelos movimentos como infiltrados. Segundo as investigações, Oswaldo Eustáquio defende de forma "oblíqua" uma ruptura institucional. Os investigadores citam por exemplo uma postagem em que ele afirma: "Esse Supremo Tribunal Federal... corrupto... corrupto, que que ele fez? [Está] mancomunado com o Rodrigo Maia. [....] Em 64 não houve golpe militar, foi um contragolpe... porque daqui a pouco as pessoas vão falar: 'Oswaldo, você é a favor de uma intervenção militar?' Não, eu sou a favor de uma intervenção do povo." À PF, ele disse que sua fala foi deturpada. “A frase deixa claro que o declarante não é a favor de intervenção militar, mas sim de uma intervenção popular, já explicado acima, qual seja a intervenção pelo voto. Que nunca publicou vídeos que propagasse ou incentivasse atos contra as instituições, o Estado de Direito ou a intervenção militar.”
02/07/2020 (00:00)
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