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Atual aliada, ativista alvo de inquérito das fake news já protestou contra o então deputado Bolsonaro em 2014

1 de 3 Sarah Winter, à direita, em protesto contra o então deputado federal Jair Bolsonaro, na Praia de Copacabana, em 2014 — Foto: Gabriel Barreira / G1 / Arquivo Alvo de busca e apreensão no inquérito "das fake news" do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga produção de notícias falsas e mira pessoas aliadas ao presidente da República, a ativista Sara Winter já pediu a cassação do então deputado federal Jair Bolsonaro, de quem hoje é apoiadora. Em dezembro de 2014, em reação à uma declaração de Bolsonaro de que "não estupraria" a ex-ministra Maria do Rosário porque ela "não merece", Sara pediu a cassação do então parlamentar. Na praia de Copacabana, Sara e outra ativista declararam ao G1 que o pronunciamento incentivava a cultura do estupro. Bolsonaro chegou a ser processado no próprio STF sobre a fala, mas a denúncia foi arquivada. "Corte o mal pela raiz #cassabolsonaro", dizia um dos cartazes ao lado de um boneco que simbolizava o político. Embora convocasse manifestantes a cortarem um membro do deputado, elas diziam que a crítica "não envolvia violência". O G1 tentou contato com Sara pelo endereço eletrônico que consta em seu blog, num e-mail enviado às 12h56, mas ainda não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Atualmente, Sara se declara ex-feminista e é uma "guerrilheira" de direita, líder de um grupo que acampou em Brasília. Segundo o Ministério Público do Distrito Federal, trata-se de uma "milícia armada". O MP recebeu representações de partidos políticos contra o grupo, indicando se tratar de manifestações contra o "regime democrático", como também disse nesta quarta-feira o comentarista da GloboNews Octavio Guedes (veja abaixo). "Por que é uma milícia? Porque se propõe justamente a agir à parte do aparelho estatal. Não reconhece a determinação constitucional de que o monopólio da força, então convoca pessoas com treinamento militar, pessoas que tenham arma para defender uma militância de extrema-direita", disse Guedes ao Jornal das Dez. Ex-feminista Sara ficou conhecida em 2012, quando se tornou o braço do Femen no Brasil -- com o qual já rompeu. O grupo feminista de origem ucraniana se tornou célebre no velho continente um ano antes, com protestos contra a decisão de o país de sediar a Eurocopa. A vertente brasileira do Femen implementaria método semelhante, com Sara à frente já em 2013, em meio aos protestos de junho e a iminência do país sediar a Copa do Mundo de 2014. Assim como na Europa, os protestos eram feitos de topless. A ativista chegou a ser detida numa manifestação na sede do "Museu do Índio", também chamado de "Aldeia Maracanã", ao lado do estádio que lhe emprestou o nome. O museu, de acordo com o projeto original da reforma bilionária, daria lugar a um estacionamento. Na ocasião, Sara foi detida por ato obsceno e chamou policiais de "assassinos". "Ao expulsar os índios, o governador Sérgio Cabral está matando as raízes brasileiras, fazendo uma coisa com dinheiro público para dar aos estrangeiros, em vez de atender às necessidades reais da população", disse ao G1 em março de 2013. Naquela entrevista, ela também empunhou a democracia como uma de suas bandeiras. "O Femen age para testar a democracia onde não há democracia, como nesse caso, em que os índios, a população, não foram ouvidos." 2 de 3 Sara Winter também já protestou contra a "ditadura da beleza", em solidariedade a Andressa Urach — Foto: Ale Silva / Futura Press / Estadão Conteúdo Ainda à esquerda, Sara rompeu com o Femen. Uma semana antes de pedir a cassação de Bolsonaro, já em outro grupo denominado Bastardxs, ela se manifestava em solidariedade a Andressa Urach. A modelo passara por intervenções cirúrgicas e teve uma grave infecção após a aplicação de hidrogel, em dezembro de 2014. "A ditadura da beleza pode matar", protestava Sara. Hoje em dia, a ex-feminista mantém um site no qual afirma ter passado por uma experiência traumática de um aborto e se convertido ao catolicismo. De acordo com a publicação, ela é consultora do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e autora de livros. Um deles chamado "Sete vezes que o Feminismo me traiu" 'Inquérito das fake news' O inquérito em que Sara é alvo também realizou busca e apreensão contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson, os empresários Edgard Corona e Luciano Hang, e o blogueiro Allan dos Santos. A investigação afirma que um grupo produz e dissemina informações falsas, com apoio de um núcleo financeiro. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as provas apontam para possibilidade de associação criminosa do chamado "gabinete do ódio", pulgando mensagens que incentivam a "quebra da normalidade institucional democrática". OPERAÇÃO DA PF CONTRA FAKE NEWS PF faz buscas em endereços de políticos, empresários e blogueiros Ministro do STF determina que 6 deputados federais prestem depoimento Operação da PF foca em financiadores de rede de fake news Planalto vê operação como espécie de 'cerco' ao presidente Veja perguntas e respostas sobre o inquérito no STF 3 de 3 Ativistas protestam contra Bolsonaro na orla do Rio — Foto: Gabriel Barreira / G1
27/05/2020 (00:00)
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